Ah que raiva! E eu quero partilhá-a contigo - não a raiva -, quero pintar paredes, fazer limonada, deitar-me na tua barriga no jardim, quero falar de quão errado somos juntos e perfeitos um para o outro, agora já só me lembro disso, de tudo o que não tivemos.
Quero ir ao jardim botânico, à exposição da joana vasconcelos, quero fazer pizza caseira, plantar erva na minha marquise, quero ir a pé de minha casa à baixa e tirar fotografias de todas as casas lindas, quero viver nos anjos, quero dormir nos teus braços, quero taças de vinho branco e cigarros na varanda, quero ler os livros todos debruçada no alpendre do Princepe real, molhar me na fonte do avante e beber os mojitos todos naqueles bancos que balançam, quero morder te o nariz, só assim é que eu sou feliz. Ninguém disse que eu era fácil ou que tu eras simples.
Ninguém me avisou de nada e agora eu quero tudo o que não vou ter.
Não me obriguem a escrever isto com outra pessoa, porque sinceramente eu não quero nada igual a substituir.
Eu não sei o que quero, mas também não te quero assim.






